A ditadura implantada no país pelo golpe de Estado desferido em 1964, em dezembro de 1968 deu um giro no parafuso por meio de um Ato Institucional, de número 5, que lhe atribuía poderes praticamente ilimitados.
( Mino Carta em, "O Castelo De Âmbar", página 161 RECORD)
4. Pegue mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5. Deixe a pessoa saber que você o pegou, deixando um comentário no blog dela.
6. Deixe os “pegos” saberem quando você publicar seu post.
1. Fui "pego" por minhas amigas Esther e Mirian 2. As regras são essas aí ! 3. Vamos lá:
Sou um cara quase normal, mas não arrisco muito nessa normalidade, gosto de escrever, e às vezes me empolgo, chego a ser chato meus amigos não me aguentam, também falo pelos cotovelos.
Adoro música, tenho sempre uma música que se relacione com qualquer coisa que esteja acontecendo, ouço de tudo, desde Bach , até Pink Floyd,Beatles, Arrigo Barnabé, Luís Gonzaga, Stravinsky, e mais o que vier.
Vivo na frente do computador e adoro ler e aprender com meus amigos virtuais, uma delas é a figura que me pegou, a minha querida amiga Esther, já passei por várias fases nesse mundo virtual, esta tem sido uma das melhores.
Tenho três cachorras, um cachorro, e duas gatas, parece que eu gosto de bicho, né?
Sou vegetariano,mas não sou do tipo chato que fica querendo converter ninguém a nada, nunca fui assim, as coisas que faço faço por acreditar serem boas para mim, não procuro impor isso a ninguém.
Muita gente estranha meu jeito de ser em alguns lugares, mesmo porque procuro seguir a dinâmica de cada ambiente, falo palavrões onde se pode falar palavrões, e os evito onde devem ser evitados, detesto tratamento desigual, não suporto pessoas que se colocam acima das regras, e dou muita risada quando essas se dão mal. Já fui até responsabilizado por um fato desses no Orkut,(o roubo de uma comunidade chamada "O Que Está Havendo C/ O Mundo?) mas não tive nada a ver com a história, até hoje dou risada disso porque tem gente que me acha a encarnação do "DEMO", por outro lado sou também um cara considerado muito calmo e ponderado em outros lugares do mesmo Orkut, ou não.
Uma coisa tão importante, também pode ser extremamente difícil de se notar. Nota-se a cor do olho, mas deixa-se passar desapercebido o brilho do olhar. O verde luminoso da íris pode revelar da morte o negro desvão. A íris negra da moça brejeira, pode iluminar a mata em meio à escuridão.
Janelas das almas são os olhos, revelam tudo o que se passa dentro de todos nós. Brilham de alegria os olhos castanhos, enquanto os olhos azuis às lágrimas dão foz. Gotas translúcidas de vida e de emoção brilham, feito água sob o sol do meio dia. Na face de um deixam claro o ódio e a morte, na de outro o amor, e a alegria.
Olhos cinzentos, ou ainda cor de mel, furta-cor, ou vermelhos, tudo refletem. Reflexos de nosso interior, traidores de nossas segundas intenções, incômodos espelhos. Quem não tem tais intenções, não vive ou mente, não precisa de olhos de qualquer cor. Quem nunca mentiu por algum motivo, jamais se incomodou com isso, mas também não viveu um grande amor.
Amar talvez nos leve a mentir ocasionalmente, mas revelamos a verdade no espelho do olhar. Água que reflete a luz do sol e da lua, água que é vertida em lágrimas, água que limpa e refresca. A verdade mais pura é a que nos mostra a todos como grandes mentirosos, mas que mostra também que o fazemos por amar. Mentimos para não ver o ser amado sofrer, mentimos para simplesmente sonhar, e fazer do sonho uma verdade. Poetas são mentirosos, sonham demais com qualquer coisa que se lhes apresente, assim são todos os amantes. Mentimos para criar aquilo que não existe, e fazer brotar na alma das pessoas, um sentimento verdadeiro. Esta verdade passa pelas janelas coloridas dos olhos, e mostra nossas verdadeiras intenções. No final, a nossa mais intima verdade, nasce de uma doce mentira de amor, que vaza pelos olhos. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Com que olhos vejo? Vejo com meus olhos castanhos, e vejo os outros olhos também. Com que olhos me vêem vocês? Talvez vejam com olhos negros, azuis, verdes, ou furta-cores todos vêem.
Ver a vida, ver pessoas, ver fatos, e histórias, com olhos de quaisquer cores se vê. Não há porque se espantar, ou se admirar por conta de olhos que vêm como outros olhos. Espanto-me com olhos cegos, não vêem, não lêem, mas estão por lá, tanto quanto quaisquer outros olhos. São olhos que pegam, são mãos que lêem, mãos que vêem, e se tornam olhos, são mãos.
Mãos que guiam pés que andam, fazem o papel dos olhos e guiam passos pelo chão, são olhos, são mãos, são pés. Não têm íris de cores diferentes, são olhos ausentes, mas estão na face, em suas órbitas, e não mãos. Pés andam mãos pegam e sentem, olhos não, olhos são olhos, pés e mãos caminham e sentem o chão, olhos nas mãos.
Ninguém se importa com sua cor, sabem de tudo sem ver com os olhos, escutam cada ruído, sentem a presença, são olhos sem cor. Sentem tudo, se localizam no ambiente, torcem por um time de futebol, vibram aplaudem vaiam, são gente. A cor dos olhos cegos, é indiferente, não significa nada a seu dono, a ele o que importa é o que sente. Olhos que não vêem, mãos que guiam pés, olhos que sentem, não lhes importa a cor, com certeza são testemunhas da luta, e de quem a trava sentem também a dor.
Olhos não mentem, revelam o sentimento e a intenção, olhos também transbordam com o que vai na mente do cidadão. Será que da mesma forma não mentem as mãos, quando se tornam olhos? Talvez não mintam, mesmo porque mãos sentem, e não é nada fácil esconder o que se tem no coração. Na vida dos olhos sem cor relevante uma cor ainda não lhes é tão indiferente, pois são olhos feitos de mãos, mas vêem a verdade, olhos de ver, vêem sentido no sentir, sentem ao ver como vêem os verdes dos olhos que vêem, ao ver de verdade. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Sempre ouço falar do fim do mundo, e sei que a cada dia que passa ele inexoravelmente se aproxima, nunca levei isso muito a sério, na verdade brinco que adoraria assistir a tão fabuloso espetáculo na primeira fila, de preferência com vista para o mar saboreando uma água de coco bem gelada. Outro dia fiz a mesma brincadeira com meus filhos durante o almoço, e cada um deles à sua maneira teve uma reação, nada que não fosse de se esperar de crianças, eu porém, comecei a tecer várias considerações, algumas fatalistas, outras bem humoradas, o quadro a ser pintado é algo que realmente não se poderá evitar, não há porque não encarar com naturalidade. A cada desgraça que acontece, ou a cada nova moda inventada, ou barbaridade praticada, todos são categóricos ao afirmar, “ISTO É O FIM DO MUNDO”, talvez seja mesmo, mas é quase certo que ainda não, mesmo assim ainda quero aquele meu lugar na primeira fila com vista para o mar e com a água de coco bem gelada. Doenças, catástrofes naturais, guerras, assassinatos com requintes de crueldade, o ser humano dando provas cada vez mais concretas de sua incapacidade de viver no planeta que habita sem destruí-lo por alguns trocados a mais, ou uma gozada que não possa ser deixada para daqui a cinco minutos, talvez fosse a última e mais mórbida diversão a ser apresentada para a humanidade, acho que até mereceríamos todos ingressos vip para assistirmos a derrocada final do homem, e o triunfo das baratas. Neste dia do juízo final, em que inspiraríamos nossos últimos litros de ar pútrido, teríamos todos a certeza que não mais viveríamos para contar nossa história, ou para dar aquela trepada com quem tanto sonhamos, ou ainda comprar qualquer coisa, ou mesmo roubar o que por tanto tempo desejamos, não poderíamos perder tempo buscando nossos inimigos para mata-los, talvez já estivessem mortos. Neste último e fatídico dia da humanidade sobre a terra de nada adiantaria pedir perdão, ou perdoar, ser bondoso, ou perverso, Deus talvez nem estivesse prestando atenção no que estaria ocorrendo, talvez estivesse ocupado com coisas muito mais interessantes, talvez nunca tivesse estado em qualquer lugar. O que eu poderia fazer nesse dia, se realmente estivesse presente? Talvez fosse realmente até a praia, beber uma água de coco bem gelada, ou ainda estivesse em casa almoçando com a família, não sei se faria nada que fosse digno de nota, ou extremamente prazeroso, ou ainda que resolvesse me afirmar como melhor que alguém neste dia em que finalmente todos nós haveríamos de inspirar nossos últimos litros de poluição, deixando todo o planeta à mercê das baratas, e de toda sorte de insetos, e vermes. Uma só coisa me preocupava nessa minha viagem a este dia caso ele fosse realmente acontecer tão brevemente, isto não seria fácil de ser explicado às crianças caso ainda estivessem comigo à mesa, mas também não seria necessário, mesmo porque elas assim como todos nós não teríamos mais um minuto de vida sequer, eu seria poupado pela impiedosa intervenção do destino comum a todos, acho que seria inútil explicar o que não precisaria mais de qualquer explicação, a realidade seria mais forte que minhas palavras, ela sempre é. Gostaria, no entanto de saber com seria o mundo das baratas e vermes que fatalmente tomariam conta de toda a terra, vida haveria, e quem sabe inteligência também, não sei se seria capaz de compreender sua nova ordem, sua lógica extremamente peculiar. Imagino ainda que restaria muito lixo sobre a terra, muita sucata a se degradar com o tempo, máquinas que ainda estariam inteiras e aptas a funcionar se houvesse energia e alguém para comandar. Computadores sem qualquer uso cheios de informações de todo tipo, ou totalmente vazios, obras de arte em museus que não passariam de um monte de material acumulado para finalidade alguma, isto também estaria a total disposição das nossas amigas baratas, dos vermes e demais seres que sobrevivessem ao fim dos tempos. O Tempo também desapareceria, ninguém mais se incomodaria em perceber sua passagem nem registra-la com relógios e calendários, talvez sobrassem vozes, registradas em gravações, imagens daquilo que um dia esteve por lá, palavras escritas, ou faladas, mas não significariam mais nada. Ainda assim o tempo passaria como sempre passou, indiferente à consciência de quem quer que fosse um dia nota-lo passar, e quem sabe até alguém notasse à medida que ele fosse passando. Eu decidi então encarar o fim do mundo como um evento que se aproxima a cada dia, e coloquei meu plano de reserva de lugares em ação, mesmo porque jamais me perdoaria se não tivesse aquele meu lugar de frente para o mar, e aquela água de coco gelada nas mãos. Trabalho com um objetivo bem claro em minha vida preciso conseguir estes lugares e aproveitar o máximo deles enquanto puder, mesmo porque não vai ter graça nenhuma se o espetáculo durar só alguns minutos, mas vai ser muito bom aproveitar desta condição enquanto o tal dia não chega, e se não chegar comigo vivo, vai ser uma pena, mas de uma certa forma cada um tem seu diazinho do juízo final quando bate as botas. O ser humano brinca de ser Deus todos os dias, e até inventa um Deus que lhe seja útil para justificar tudo aquilo que faz, não sei se devo esperar me encontrar com esse Deus que todos falam, ele pode ser bem diferente disso tudo, posso tomar um grande susto, ou talvez não me encontrar com ninguém, mas sei que isso que tem dentro de mim e que me faz escrever tudo o que escrevo permanecerá vivo após o final de tudo, este meu “Eu Interior”, resistirá assim como as baratas, e talvez se desprendendo do tempo possa testemunhar uma história de um novo mundo a ser criado. Não chega a ser uma obra de ficção, é apenas um pouco de maquiagem literária jogada sobre aquilo que já está acontecendo. Nosso planeta se aquece a cada dia devido à utilização de combustíveis fósseis, mas nossa mente pode nos levar imaginar quadros tenebrosos, não custa nada tentar. Imaginem que daqui a alguns anos vamos nos dar conta que tanto consumo de energia só pode nos levar mais rapidamente ao abismo, ainda que tenhamos muito que queimar, e temos de sobra. A cidade de São Paulo é uma das maiores consumidoras de energia do planeta, e muitas vezes consome muito além do que necessita, imagine que um governante resolva fazer um esforço para deter este consumo desenfreado. Aparelhos de ar condicionado seriam desativados em repartições públicas, lâmpadas seriam substituídas por outras mais eficientes, e até mesmo os hospitais seriam incluídos neste esforço, mesmo porque jamais poderia faltar energia nos grandes hospitais da cidade de São Paulo. Tanto esforço só nos daria mais algum tempo de sobrevida, o aquecimento global ainda assim continuaria em curso, mesmo depois de algumas décadas de esforço dedicado de governantes, cidadãos e da comunidade científica, os grandes hospitais da São Paulo tomariam medidas conjuntas de controle de consumo de energia, alas que não precisassem de ar condicionado, passariam a não tê-lo, algumas outras seriam transferidas para tendas onde haveria mais ventilação e o controle de contaminação por agentes biológicos seria mais rigoroso, salas de cirurgia ainda ocupariam prédios de concreto e aço, mas salas de parto seriam mudadas para os ambientes tenda, onde seria mais fácil respirar, e ainda assim se garantir um controle de infecção hospitalar quase excelente.
Esta solução arriscada, mas plena de êxito criaria um novo paradigma a ser buscado, mesmo assim ainda estaríamos morrendo lentamente sufocados, a cada dia, e chegaria com certeza o dia em que esta solução não poderia mais ser aplicada, o ar seria tão poluído que os recém – nascidos correriam grave risco de intoxicação, e chegaria ainda o dia que ao dar seu primeiro grito para a vida uma criança haveria de consumir os últimos centímetros cúbicos de ar respirável, e morreria em seguida, juntamente com os trilhões de pessoas sobre a terra. A maior de todas as catástrofes é o aquecimento global, pois ainda morreremos todos sem nenhum tiro ou explosão, mas pela nossa avidez de consumir qualquer r coisa que esteja à nossa disposição. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Sem luz, sem cor, nela teus olhos dormem, o verde se vai.
Se dormes de tarde, ela noite se faz, triste e tenebrosa, aguardando o sol.
Por trás das tuas pálpebras, escondes a tua jóia luminosa, teus olhos verdes.
No meio da noite brilha nossa casa iluminada por teus olhos se teu sono foge, o dia brilha em meio à escuridão.
Por mais forte que seja o sol em pleno meio dia, não se compara com teu brilho, com o brilho do teu olhar.
Se fechares os olhos durante o dia, este se faz noite mais cedo, dormem todos os outros olhos, dormem, pois não sabem como teus verdes olhos brilhar.
Pálpebras que escondem teus olhos não são nada além de pele, escondem o teu brilho do mundo enquanto dormes.
Peles que cobrem outros olhos escondem muitos mistérios, mas ao esconderem teus olhos dos meus fazem sumir o mundo.
Acorda e deixa o teu olhar cair sobre mim, me tira desta morte ao acordar, me dá nova vida no verde do teu luminoso olhar. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Não há como explicar como é único este verde, que se encontra comigo ao me olhar.
Um verde que às vezes traz paz, outras vezes incomoda, outras faz sonhar.
Um verde que ao se ver se manifesta além da luz existente no mundo.
Tem luz própria não necessita sequer do sol para iluminar, é pleno em si.
Tenho muita sorte, muito mais que qualquer outro, e não tenho medo de parecer tolo ao afirmar.
Não quero ter o teu verde em meus olhos, quero poder ver a sua plenitude manifesta no teu semblante.
O verde das pedras, o verde das águas do mar, das planícies e matas verdejantes, não tem qualquer semelhança com o teu olhar.
Teu verde é único, teu verde existe para cedo pela manhã me fitar, verde realidade, não esperança.
Tragam explicações científicas, usem modelos logicamente bem engendrados para elucidar, nada será capaz de resistir diante do teu verde olhar.
Quero ver de perto, ver de frente ver de todos os lado, ver de verso, ou de prosa, ver de todas as maneiras que possam caber no olhar.
Sorte maior não poderia ter, mas ao mesmo tempo esta lhe foi negada, pois, para ver teus próprios olhos, você tem que olhar em um espelho, e nele acreditar.
Eu não conseguiria viver, se tivesse que depender de qualquer outra coisa, entre eu e o verde do teu luminoso olhar.
Se aos tolos e simplórios cabe a sorte da felicidade, sou tolo e simplório na tua presença.
Trocadilhos e rimas não são suficientes para traduzir o que é esta cor tão singular.
A lógica, não consegue por equações definir nada como padrão para reproduzir a luz deste teu olhar.
A singularidade é tal que cabe apenas ela mesma para se auto definir , ou explicar.
Rompendo a lógica, criando um desequilíbrio minúsculo, que tem a força para criar.
Assim foi criado um universo inteiro, e assim há de se recriar.
Recriou-se o universo pela cor singular dos teus olhos, e de teu luminoso olhar.
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Olhos Verdes Tenho um par deles aqui em casa, são os olhos da mulher que eu amo. São olhos verdes que mudam com o tempo. Olhos verdes que sempre são confundidos com olhos azuis.
Olhos verdes impactantes, verdadeiros e inigualáveis. Se eu não amasse esta mulher, com certeza seria seu maior fã. Se estes olhos dela não fossem meus, moveria céus e terra para tê-los.
Olhos verdes quase azuis, lindos e luminosos, olhos daquela a quem amo. Trazem em si uma luz quase solar, os olhos azuis gostariam de ser quase verdes assim. Impossível imaginar que os olhos azuis pudessem inveja-los tanto assim.
Fácil constatar porque invejam tanto os olhos com este verde tão limpo. Basta olhar, basta ver, basta estar na presença desses olhos. Não é somente a cor, é a mensagem que passam, é a luz que irradiam, é a alma por trás de tais janelas.
Janelas da alma são os olhos, janelas verdes transparentes. Transparência verde que se confunde com o cinza e o azul. Transparência mutável, de acordo com a temperatura, refletindo a verdade.
Recebi esse mimo do blog Esterança , achei muito bonitinho!!
Abaixo segue as regras:
1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”.
2- Poste o link do blog que te indicou.
3- Indique 10 blogs de sua preferência.
4- Avise seus indicados.
5- Publique as regras.
6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com
juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.
8- Só vale se todas as regras acima forem seguidas.
Árvore, Pé de Fruta, Pé de Pau, Pé de Flor (Mulher).
Inegável como a chuva que desaba do céu no verão, é a beleza da árvore que dá seu fruto, e sua flor, ou ainda não dá nada, mas se mostra a todos.
Inegável é a beleza da menina que sobe na árvore para comer a doce fruta, e é surpreendida pela chuva, sorri com toda a sua alma, seu corpo, seu ser.
Na árvore trepada sob a refrescante chuva, molhada e alimentada, uma planta de uma mulher, a planta de seu pé no galho da árvore, pé de fruta e pé de mulher.
A flor da planta desaparece, aparece regada pela chuva a flor da mulher, molhada em plena tarde de verão, sorridente e fazendo alarde, flor que pelos olhos chega na alma deste cidadão.
Se tiver fruta, ou flor, é pé de uma ou outra, se nada tem é pé de pau, mas a melhor fruta que qualquer árvore pode ter em seus galhos, traz em si a flor mais desejada pelo homem, uma morena flor de mulher.
Quantas árvores, quantos pés, frutas e flores de pernas para o ar, o homem cai por terra aos pés da mulher, ela sorri e desce da árvore comendo a fruta que pegou com suas mãos. Anda sorridente e se vai de pés descalços sobre o chão, deixa na terra o caroço da fruta e o pobre homem, ficam no ar sua beleza e o perfume da flor molhada.
Fica a lembrança da flor e da fruta, ficam as pegadas no barro, o delicado desenho dos pés da mulher, aquela que pelos olhos tocou a alma de mais um homem que clama:
-Volta chuva, traz de volta a flor daquela planta, a moça que brotou naquele pé! Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Árvores são acima de tudo as principais transgressoras da pretensa moral, e dos igualmente pretensos bons costumes, pois exibem a boa altura tudo aquilo que se tenta esconder sob estes dois mal fadados ícones da hipocrisia.
Grandes, belas, vistosas e convidativas, são a grande obra publicitária da propagação da vida, expõe a todos seu sexo, e são admiradas por isso, até mesmo por aqueles que escondem debaixo de suas longas e deselegantes vestes aquilo que deve ser entendido como vergonhoso, apesar de extremamente prazeroso.
Religiosos de todos os tipos se fazem de assexuados por baixo de seus paramentos rituais, mas habitam grandes prédios com vastos jardins, e com árvores extremamente bem cuidadas, que ao florir e frutificar embelezam com seu sexo esteticamente perfeito tais lugares.
Padres e freiras mortificam seus corpos em busca de uma fantasiosa pureza sem sexo ou desejo mergulhados em meio ao sexo ornamental, aram a terra e alimentam-se do fruto desta relação tão perfeita e sem qualquer sentimento de culpa por ser o que se é sem ligar para o que se possa pensar.
Velhas senhoras puritanas enfeitam suas casas com flores, que são nada mais do que grandes e vistosas genitálias, assim como os frutos destas divinas transgressoras que jazem nas fruteiras de suas copas, onde costumam cuidar da vida alheia.
Uma árvore pouco retira de onde quer que esteja plantada, mas muito dá àqueles que dela se valem para suprir suas vidas, a quaresmeira, o ipê roxo, o jacarandá, e muitas outras parecem florir em dor pela morte do cristo no final do verão, mas isto é pura fantasia, sua mais pura verdade é a perpetuação da vida, a exibição sem culpa do sexo .
Perdoai-me Catulo da Paixão Cearense, mas a flor de maracujá não pranteia o cristo, ela simplesmente é a mais linda flor de trepadeira, que por tanto trepar se exibe intumescida e plena exalando o sexo que jamais foi um pecado.
O Abacate e a manga são verdadeiros úteros que levam dentro de si a vida protegida e pronta para brotar no chão aberto e molhado, sua polpa é quase como a carne ao toque das mãos, seu formato quase vaginal parece ser chacota do criador ao deitar-se na fruteira da sala da família conservadora algumas dúzias que se entremeiam por fálicas bananas.
Então visita o vigário a casa da senhora de tradicional e pudica família, sob sua batina negra um corpo de homem não se deixa ver, mas na mesma sala flores de laranjeira, e frutas sobre uma grande fruteira dão testemunho da verdade, e não deixam a hipocrisia vencer, o padre serve-se de uma fálica banana para não tocar a si mesmo e não assumir seu tesão pela ranzinza velhota. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Sempre me dei muito bem com todas elas, são seres magníficos elas nos dão muita beleza, muita energia e muita vida. Eu sou uma pessoa que gosta de animais, mas muito antes disso sempre adorei árvores, sempre as tive comigo, sempre as terei. Antes de ter um cão tive um abacateiro, plantei o danado no quintal lá de casa, e ele cresceu, cresceu, cresceu, cresceu tanto que um dia quiseram cortá-lo, eu quase matei um nesse dia, mas seu tronco enorme foi cortado. O abacateiro, no entanto, tem raízes que vão fundo e que se espalham, e ainda brotou, e voltou a crescer, crescer, crescer, crescer tanto que parecia que nunca tinha saído dali, acho que eu também sou assim ressurjo de qualquer resto de lembrança, e retomo minha força. Tentaram matá-lo com ácido, secionaram as raízes e a casca do tronco para interromper o fluxo da seiva, mas nada adiantou, ele é duro de matar, e eu também sou. Sempre me vi como uma árvore, sempre me identifiquei com a força e a persistência de vida deste meu amigo que me acompanha desde sempre, e sempre resisti e venci como ele. Árvores são tudo o que há de belo, forte, e benigno na terra, pois dão vida a todos que solicitarem, não negam sua sombra, nem seus frutos a ninguém, e na batalha contra a violência e a morte insistem em brotar e dar seu testemunho de vida perene. Traduzem em vida, a luz, a água e a terra que lhes são oferecidas, e tomam sabores variados, cores e texturas surpreendentes, fabricando para todos os outros seres viventes alimentos, conforto e beleza. Ainda que sejam plantadas para se tornarem lenha, móveis, ou papel, seu legado é sempre o mais benigno, e sua vida a que menos tira e mais oferece a todos. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Hoje o dia esteve abafado, o mais quente do verão em São Paulo até agora, suor e cansaço tomaram conta de mim, e eu a me cobrar quanto a tudo que tenho que fazer. Contas a pagar, serão pagas, textos a escrever serão terminados, mas hoje isso não irá acontecer, hoje só quero dormir, uma chuva acaba de cair, e o calor vai com certeza aumentar, o dia foi quente, a cidade está quente, a água cai e evapora quase que imediatamente, suor e calor às 23:20 , não parece que já é noite alta, parece que é meio dia. Enquanto escrevo ouço o barulho dos carros nas ruas, o suor escorre e incomoda, , a cama convida, mas ao mesmo tempo assusta pois deitar sobre os lençóis me fará suar mais, preciso de ar condicionado em cãs, mas odeio ar condicionado, já passei mau bocados trabalhando em ambientes com ar condicionado muito forte. Hoje aquele velho mas fiel ventilador será minha salvação, mesmo assim ainda terei sonhos molhado, literalmente alagados, assim como os sonhos de noites de verão costumam ser, que Shakespeare me perdoe o trocadilho infame. O grande Shakespeare, jamais imaginaria que se pode ter temperaturas semelhantes aos 22ºC que estamos tendo hoje nesse horário, próximo à meia noite, um cidadão britânico morreria de calor nessas condições. Estou tentando achar um jeito de terminar um conto e com certeza o terminarei fazendo com que nele a raça humana pereça num planeta que se tornará tórrido e poluído daqui há 50 anos ou menos . A rotina é sempre entediante, e se torna insuportável com a temperatura nesses patamares, eu preferiria um inverno rigoroso, a um verão massacrante, alagando tudo com a chuva lá fora, e o suor nos nossos corpos. Agora o ar condicionado mais perfeito do planeta começou a trabalhar, a chuva despenca sem do , já é um novo dia, talvez seja isso mesmo que eu tenha que fazer, vou esquecer a janela aberta, vou fazer de conta que lá fora ela não irá alagar nada, vou apenas apreciar o frescor dessa brisa que entra, e vou dormir, não mais alagado em suor, mas vou tentar não pensar no alagamento que possa estar acontecendo onde seria natural e bem vindo , desde que ninguém estivesse morando por lá, em poucas horas o sol irá brilhar, e as estações de rádio e televisão irão falar sobre esta noite, mostrarão suas imagens, é só mais um dia quente, e mais uma noite molhada, numa cidade cheia de gente. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
A kind of ever progressing change that will never come to an end, that is what this blog is meant to be, nothing could be less defined than something that never has a final version. Something that could be a living body, which comes closer to death every single minute, but comes back to life as time passes. Authors are welcome to publish their texts, nobody is entirely responsible for his or her words, written or spoken, you won't be prosecuted to no extent of any law. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Never allow anybody telling you that you can't change your mind, 'cause it is the most sacred of all rights you could fight for. My mind is an ever changing creature that lives inside my body. http://mentalmorphosically.blogspot.com
Parece que foi uma chuva muito forte e muito pesada, daquelas que alagam a cidade, que não tem mais terra para ser molhada, ou saída para a água represada.
Mesmo assim entre mortos e ferido, ficaram apenas alguns egos combalidos, pela torrente de palavras despejada por mais de um mês.
A estação ainda é propícia para chuvas e trovoadas, com potencial para danos aos desavisados de plantão, ou fracos de coração, tragam suas capas guarda-chuvas, galochas e demais equipamentos.
Após duas semanas de intensas ventanias, e outras duas semanas dedicadas exclusivamente aa construção de muros de arrimo, barreiras de contenção, barragens diques, e demais estruturas, todas na cor branca, os habitantes locais mal se atrevem a colocar o pé fora de suas soleiras.
Focos de alagamentos transitáveis já se fazem presente por toda a comunidade, é muito provável que os habitantes da comunidade estejam temendo sobremaneira viver daqui para frente em terrenos alagados por fluxos contínuos de criatividade.
Lembramos ainda que tais condições podem se alterar de acordo com aquilo que venha e se apresentar nas próximas semanas, e que a meteorologia retórica é uma não–ciência nada exata, quaisquer alterações no comportamento de homens–ventos, ou de mulheres-ventanias, assim como a fase da Lua–Moça, serão cruciais na configuração do quadro para as próximas duas semanas. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Domingo de tarde, um verão muito molhado, um vento daqueles calmos, um vento daqueles gelados, a noite e a manhã foram de chuva, chuva fria e constante, sonhos inundados.
Em uma cidade grande cheia de concreto, toda pavimentada, impermeabilizada, cortada por rios e seus vales, outrora preservados, permeáveis e constantemente alagados.
Não era de se estranhar que na terra da garoa, onde a chuva é benção constante tais coisas acontecessem, o estranho é o que vem depois, muita gente sofrendo por estar onde nada além de terra deveria haver.
Espaços que deveriam periodicamente se manter alagados e bem aproveitados, foram invadidos por pessoas sem destino, e ali ficam ilhados, eles e seus sonhos, entre as margens de rios e córregos, sobrevivem clandestinos.
A cidade cresceu, enriqueceu, inflou, muita gente veio ver e viver, muita gente veio e ficou, alguns ficaram bem instalados, outros sem opção foram empurrados para os vales de seus rios periodicamente alagados.
Um cenário triste, onde muitos além de perder o pouco que tinham, foram segregados, e nas margens dos rios e seus espaços periodicamente alagados, foram impiedosamente afogados.
Sonhos inundados, de habitantes aflitos, numa tarde de domingo fria, depois de noite e manhã de chuva constante, ventos calmos e gelados, de um verão excessivamente molhado.
Ligo a televisão, vejo a tragédia que se deu perto de minha casa, mas que não me atingiu, pois tive a sorte de não ter sido impiedosamente segregado e empurrado pela cidade, para os vales de seus rios, e seus espaços periodicamente alagados.
Nada disso é consolo, nada disso traz alento, os sonhos de uma noite chuvosa de verão, ressurgem na tarde sem sol e fria, tarde de preguiça e de televisão ligada, onde a inundação é exibida como espetáculo da vida de uma cidade de concreto e de asfalto, onde a água pára e condena os alagados à morte certa e lenta. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Acho que seria muito pedir a um muro branco que fosse além daquilo para que foi criado, mas na verdade o muro não tem como decidir qual será a sua função. Muros são limites, são barreiras, são obstáculos que visam dar proteção, e são também suportes para todo tipo de portão.
Muros também trazem em si algo a dizer, uma mensagem, um alerta, uma notícia, como um jornal, o muro deixa de ser muro apenas suporta a arte, ou informação, um muro tal que se torna mural, muro agora sem portão.
Muro de arrimo, muro barreira de contenção, barragem de represa segura a água evita a enchente desgraça trazida pela água que é quase sempre desejada, só não se deseja inundação.
Muro que nos afasta de contatos de gente, de água, terra, ou outra coisa qualquer que possa em algum momento nos incomodar, barreira que protege de invasão, mas desafia também o menino a pular para pegar fruta no pé, muro da inspiração.
Muro de qualquer cor é muro, mas muro branco é mais que um simples muro é um suporte de idéias, como folha de papel, tela de um pintor, um universo cabe todinho dentro dele, como em um enorme monitor, santa simplicidade, além da tecnologia da informação.
Um muro branco em qualquer lugar do mundo pode suportar tudo o que falei, e cada um que agora lê poderia falar muito mais, sobre este simples muro que nada mais seria do que um mero suporte de portão. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Por algum tempo fiquei aqui pensando em citar algum poeta, alguém mais apto que eu a falar do tema.
Tentei até buscar auxílio divino como até mesmo Camões um dia fez, ao pedir permissão para terminar sua obra.
Consegui no máximo falar dos dedos-grilhões de uma Deusa local, coincidentemente tão brancos quanto a prisão formal do muro de papel.
Do horizonte infinito dado pela brancura, à evidência da falta de pureza, o branco nos deixa perplexos com sua magia.
Muros maculados pela transgressão do homem deixam o branco até mesmo assustador, nada pode ser mais desconcertante do que a ameaça de revelações bombásticas.
Assustador também é o muro branco que tenta segurar dentro de si a inocência que um dia será perdida, ele porem se mantido branco nos fará crer que ela ainda mora lá.
A aparência inocente talvez seja na verdade a mais perigosa mentira, talvez seja apenas a fina camada de tinta que nela nos faz acreditar.
O branco do muro na verdade não tem o valor que aparenta ter, mas pode ser útil para que com cores menos enganosas, possamos pintar sobre ele um quadro com cores de vida real.
Conheci um homem que acreditava apenas nas cores do jornal, e nas cores pouco reais de suas fotografias em preto e branco, o homem se chocou e morreu sua fantasia.
Morreu a fantasia daquele homem, ao ver as cores da vida estampadas nos jornais que lia, ele acreditava que a realidade era preto e branco, acreditava numa realidade mais disfarçada e menos dolorida, traduzida em preto e cinza, sobre papel jornal branco
Por fim morreu também o homem, alguns anos depois de ver morta diante de si sua tristonha fantasia, depois de tudo sobraram as cores fortes da vida sem inocência, maculando o muro branco. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Limite e possibilidade infinita são duas coisas que se pode encontrar na brancura de uma folha de papel, é muro e horizonte ao mesmo tempo.
Dentro desta brancura tudo cabe, mas tudo também é limitado por sua extensão. Dizia Salomão: “De se fazer muitos livros não há fim, e muita devoção a eles é fadiga para a carne”. Ainda assim abre-nos as portas da infinitude, mesmo que a limitando a este espaço branco, nosso muro de papel.
Nosso muro se impõe de tal forma que acaba impedindo até as Deusas de expressarem o que sentem, prendendo-lhes nos dedos aquilo que queriam dizer.
Talvez saísse pela boca aquilo que nas mãos da Deusa ficou aprisionado, e mesmo assim sádica e impiedosamente instigado pela presença do muro branco de papel.
Deuses e Deusas existem ou são totalmente aniquilados dentro dos vastos limites quase infinitos de pedaços brancos de um universo.
Até mesmo outros universos cabem dentro deste muro branco, deste infinito espaço para a criação, os dedos da Deusa são a verdadeira prisão, o muro não. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Fui procurar um pedaço de cidade para poder parar, sem nada para fazer, nada para pensar, ou falar.
Qualquer pedaço me serviria desde que nele eu não pudesse ser incomodado pelo resto dessa cidade, eu queria tentar resumi-la.
Parei nos parques, não tive o sossego que buscava, nas ruas, eu na verdade atrapalhava, nos bairros distantes o povo me estranhava.
Nos prédios mais altos, com vista de lugares que apareciam nos cartões postais, eu não me dava paz, me inquietava.
Por fim, busquei visitar uma velha casa, uma parte da herança de meu avô, casa velha e mofada, com paredes sujas e muito mal cuidada.
Sentei de pernas cruzadas, olhei o mofo da parede de frente, não fechei os olhos, naquela parede tudo o que vi projetei, como se fosse um filme .
As cores, as formas, os lugares, tudo eu joguei sobre aquela parede mofada, tudo se misturou.
Eu imaginei que no final tudo ficaria preto, pois da mistura de tudo nada sobraria, mas na verdade foi ficando preto e depois marrom.
O marrom que na verdade é a síntese da mistura mal feita, da desordem cromática, uma prova do erro, mas ouvia uma voz que já conhecia e que sempre me acompanhava..
A voz era tão suave, era tão bela e tão iluminada que a casa não suportou, as paredes e o teto caíram, mas sobrou aquele meu pedaço, um muro branco e iluminado.
O muro branco que resumia tudo, e que redimia os erros também, era síntese da minha cidade, era paz em meio à multidão, o som da voz amiga e iluminada cantava.
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Foto devidamente roubada da Lua-Moça, a Lua Magra!
Era uma vez Uma moça que estava estudando para ser feiticeira, ela já havia tentado ser uma fada, mas não conseguiu ser tão certinha assim.
Ela estudava com magos e dava aulas para crianças, gostava muito de artes, e de ensinar o que aprendia.
Passava seus dias numa sala que tinha um quadro chamado negro, ainda que fosse verde, e às vezes também estudava com magos que escreviam em quadros brancos, eram vários quadros e várias cores, além de vários nomes.
Às vezes gostava de passear na praia e sentar-se sobre um pequeno muro, fica ali contemplando o luar que despencava da lua branca sobre o mar e sobre a areia, em contraste com a escuridão noturna.
À noite ainda que evocasse as piores maldades das mais profundas trevas, era pintada de branco pela luz que despencava da lua sobre o mar.
A moça se sentia muito bem ao contemplar a noite nada sombria, e se juntava de seu baixo muro com a luz da lua, cheia de luz e de paz.
A lua cheia e a moça magra juntas se mostravam como uma única Lua-moça, ou Moça-Lua, cheia e magra ao mesmo tempo, nascia a Lua Magra. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Esta história é escrita de uma forma que possa ser lida por qualquer um, mas muitas vezes as melhores histórias não aparecem neste formato, não aparecem como letras pretas sobre papel branco.
Vou contar a história de um homem, um simples pintor de paredes e de muros, todos pintados do mais puro branco, e sobre estas paredes e muros ele também escrevia histórias sobre homens e mulheres, todos seus personagens eram incrivelmente poderosos.
Albino Caiado nasceu em uma pequena cidade do interior, e como seu pai aprendeu o ofício de pintor desde tenra idade, tornou-se um mestre da pintura, e das letras também, mas de uma forma um tanto incomum.
Albino pintava tudo de branco, mas o fazia com indiscutível perfeição e, ao mesmo tempo em que pintava também deixava nas paredes por onde passava a história daqueles que um dia lhe seriam extremamente úteis, pintava tão bem com tinta branca que fora convidado para dar manutenção permanente à prefeitura da cidade onde nascera, era uma casa branca, e assim deveria ficar, igual à famosa sede do governo do país mais poderoso do planeta.
O nosso amigo pintava com gosto e com arte, o prefeito tornara-se seu confidente, e ao mesmo tempo sua primeira vítima, as confidências do nobre alcaide passaram a integrar a fachada da prefeitura, uma desgraça que não estava no orçamento do município, mas que lhe renderia seu primeiro milhão.
Começava nesse instante a carreira de um artista que seria muito bem pago para que sua obra não fosse notada ele teria, no entanto, que enfrentar alguns questionamentos para provar que não estava blefando, mas isso seria fácil de se fazer, bastaria deixar seus muros e paredes sem a devida manutenção por um tempo, isso era sem dúvida alguma a prova mais tangível de seu grande poder.
Albino conseguiu com isso uma rede de contatos muito poderosa, que o levou a uma posição invejada por qualquer vivente, foi contratado para pintar as paredes dos palácios do planalto central, e as cúpulas das casas do congresso nacional.
Dia após dia sua rede o alimentava com histórias cada vez mais interessantes, e todas elas passaram a integrar sua gigantesca e discreta obra, cada um deles trazia histórias sobre seus principais desafetos, e com isso cuidava de não ter as histórias sobre si reveladas, mas sim cobertas pelo mais puro e imaculado branco de Albino Caiado. Isso se tornou ponto de honra para deputados e senadores, ministros, generais e até para o Presidente da República.
Albino é um homem hábil e discreto, trabalha sempre com seu uniforme azul cobalto, e emprega muitos auxiliares para manter sua imaculada obra intacta, tem até mesmo verba do orçamento da união para mantê-la assim, cada gota de tinta é valiosíssima, e nenhuma delas nunca esta sobre a sua roupa, ou sobre a roupa de qualquer de seus ajudantes, são todos treinados por ele, e dominam seus segredos.
Nosso grande, porém discretíssimo artista tem atualmente feito das suas no exterior, ele foi contratado para manter impecavelmente brancos alguns prédios no país mais poderoso do mundo, um deles é o congresso nacional, e o outro é a tal da casa branca da qual falamos no início, por lá tem pintado muitas histórias, e muitas delas são muito interessantes, mas nenhuma será lida por nenhum de nós.
Albino é sem dúvida um artista ímpar, sua obra é vista por muitos, e não é compreendida por quase ninguém, apenas os eleitos têm a chance de chegar a tal compreensão, e chegam lá logo que tomam posse de seus cargos.
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Um muro enorme e branco dava a volta em todo o terreno, um enorme terreno cheio de árvores.
Alto e inabalável muro, impecavelmente branco ao redor de uma terra cheia de outras cores, de vida e de morte.
Parecia não ter fim o enorme muro, era, no entanto interrompido por um pesado portão de ferro fundido e batido, um bonito portão.
Dentro do terreno, do outro lado do muro, parecia haver um jardim, um belo e extenso jardim, muitas plantas quase nenhuma construção.
Pessoas entravam e saiam deste terreno, animais invadiam por sobre o alto e branco muro, gatos, sagüis, e pássaros, além de alguns roedores.
O Muro era mantido branco e imaculado às custas de muito suor e muita tinta, o terreno parecia ser também muito bem cuidado, olhando-se pelo portão, mas era enorme, muito pouco se via, apenas uma pequena porção.
Havia sinais de muita vida, havia traços de morte e de putrefação, havia de tudo um pouco por trás do muro branco e do seu pesado e negro portão.
Nada pode ser mais enigmático que a neutralidade do branco, e que a grande muralha colocada ao redor daquele terreno.
Não havia sinais de crença religiosa, não parecia um cemitério, era um enorme e lindo jardim, não havia qualquer construção como túmulos.
Tirando-se o mau gosto da arte tumular cemitérios são lindo jardins, era uma possibilidade, uma possibilidade nada remota.
As pessoas entravam ali em grandes grupos e saiam, mas nada de anormal parecia haver, nenhuma grande tristeza se abatia sobre elas, parecia um parque público, eu nunca tentei entrar lá.
Os funcionários que pintavam incansavelmente de branco, o alto e extenso muro trabalhavam com vigor, não se abatiam por nada, dia após dia estavam lá cobrindo de branco a enorme muralha, ânimo não lhes faltava.
Construir um muro é algo muito útil e eficaz quando se quer isolamento, mas a hipocrisia nos faz disfarçar na hora que resolvemos pintar o mesmo.
Isolamo-nos de modo mais eficaz à medida que aumentamos e reforçamos o muro, isso sempre se dá em um cenário conturbado, onde não desejamos ser incomodados por aquilo que vamos deixar do lado de fora.
As cores do isolamento são quase sempre escuras e difusas, preto, marrom, e tons de cinza, mas tentamos sempre suavizar, e ao mesmo tempo passar tão desapercebido quanto for possível.
O branco é com certeza uma escolha muito eficaz, não agride, não chama a atenção de ninguém, mas acaba sujando facilmente.
Com o passar do tempo as cores do isolamento vão conseguir se grudar no lado de fora do muro, e mais um tempo passará até que por fim invada o limite imposto por ele, é pura hipocrisia fazer um muro branco.
Faça seu muro, mas não tente se enganar ao pintá-lo de branco, deixe-o com as cores da tristeza, e conviva com ela, mas não faça um muro muito alto, e deixe uma porta para que você possa sair.
Muros muito baixos não tem nenhuma serventia, os altos demais também não servem para nada além de nos aprisionar, cada um tem lá o muro que julga ser necessário, mas não há como mantê-lo, branco, puro, imaculado, e igualmente hipócrita por muito tempo, a sujeira vem inexoravelmente macular toda a brancura.
Suje seu muro com arte, faça GRAFITTI! Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Não dá para ser muita coisa além de um vento ordinário se não nos encontramos com uma ventania que nos abrace e nos dê força.
Aquela que em sua divina perfeição denuncia o quão simples e ordinários somos, a perfeição que se fez mulher, e nos fez gozar o maior dos prazeres.
De nada vale ser assim tão comum, e ainda tentar provar que somos diferentes, se ela não se importar com isso, ou não sentir aquele ciúme doentio que nos faz tão bem.
Ciúme é por vezes chato, mas nos dá também a idéia do valor que temos para quem o sente, é diferente da inveja, pois esta vem de quem não participa da tua vida.
A inveja é daqueles que passam ao largo e testemunham a tua felicidade, o ciúme é natural de quem está na tempestade da vida e compartilha a mesma realidade.
Uma ventania ciumenta deixa sempre um vento ordinário todo prosa, todo cheio de si, sentindo-se tão bom quanto a enciumada ventania.
Tenho me sentido um vento menos ordinário que de costume, mesmo porque tenho ao meu lado uma ventania zelosa de muito ciúme.
Só uma coisa sinto ser indispensável para viver, é a companhia da minha ventania, da tempestade, e da sua graça divina.
Passo por muitos lugares vejo muita coisa, falo com muitas pessoas, e a cada dia que passa me dou conta da preciosidade dessa tempestade particular, que me dá vida.
Ela vai estar sempre presente em cada beleza que eu contemplar, em todos os lugares vai estar presente, mais importante que qualquer pessoa na minha vida, Deusa Eterna, eternamente viva! Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.